Salvaterra é Fixe - Editor: José Peixe

Poesia

25 de Novembro de 2008

Outro Soneto de Bocage

Erro: [MySQL server has gone away]: SELECT * FROM wp_photopress WHERE binary imgfile = '621888.jpg'


SONETO DE TODOS OS CORNOS

Não lamentes, Alcino, o teu estado,
Corno tem sido muita gente boa;
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm reinado.

Siqueu foi corno, e corno de um soldado:
Marco Antonio por corno perdeu a c’roa;
Anfitrião com toda a sua proa
Na Fábula não passa por honrado;

Um rei Fernando foi cabrão famoso
(Segundo a antiga letra da gazeta)
E entre mil cornos expirou vaidoso;

Tudo no mundo é sujeito à greta:
Não fiques mais, Alcino, duvidoso
Que isto de ser corno é tudo peta.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Feed RSS para comentários a este post.

O formulário de comentários está fechado.


Video & Audio Comments are proudly powered by Riffly