Um ADEUS ao António Conhé
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ATÉ SEMPRE COMPANHEIRO CONHÉ
A morte ataca quando nós menos esperamos. E desta vez ela saiu à rua para apanhar de surpresa o nosso conterrâneo António Conhé. Numa altura em que ele tinha tudo para dar à família e aos amigos. Sei que nestes momentos torna-se difícil escrever algumas linhas. Lutamos contra o teclado e a prosa não sai. E numa altura que nem eu próprio ainda recuperei a morte do meu “velhote”. Mas nesta hora de sofrimento para os familiares mais chegados, especialmente para a Liliana e o Gabriel, quero endereçar os meus sentidos pêsames.
Conheci e convivi com o António Conhé durante a minha Juventude. Eu e tantos outros glorianos ainda se recordamos dos velhos tempos em que ele comandava pela calada da noite a arquitectura do Jardim (feito de tijolos!) que acabou por se concretizar no principal espaço verde que existe no centro da vila.
Ou seja, hoje existe um Jardim no centro da Glória porque houve um grupo de jovens glorianos irreverentes (o Conhé foi um deles!) que decidiram arregaçar as mangas e meter as mãos na massa. nessa altura eu era apenas um adolescente.
É essa irreverência que faz falta nesta altura! É essa forma de lutar contra o inconformismo que é necessário passar às futuras gerações.
O Conhé sempre se disponibilizou para ajudar as colectividades da terra. Era difícil ele dizer não.
Foi traído pelo coração, mas tenho a certeza que foi um gloriano que viveu a vida com intensidade.
Descansa em PAZ António. Até sempre companheiro Conhé.
Coragem Liliana e Gabriel, a Vida é isto mesmo.