Birmânia: Liberdade para Suu Kyi

Aung San Suu Kyi antes de ficar em prisão domiciliária
UMA DITADURA MILITAR QUE PRIMA PELA BRUTALIDADE
A ONU, União Europeia, Estados Unidos e vários outros países, entre os quais Timor-Leste, condenaram a nova acusação das autoridades birmanesas contra a oposicionista Aung San Suu Kyi e exigiram a sua libertação.
A Prémio Nobel da Paz, de 63 anos, ficou detida quinta-feira na prisão de Iensin, no norte de Rangum, acusada de ter violado as condições de prisão domiciliária que lhe tinham sido impostas, devendo o julgamento começar na segunda-feira, segundo o advogado de defesa.
Aung San Suu Kyi foi levada por forças de segurança para a prisão de Insein, onde foi formalmente acusada de envolvimento no caso de intrusão em sua casa de um norte-americano, na semana passada, que ali permaneceu dois dias, só sendo descoberto pelos guardas ao deixar a casa da opositora birmanesa.
O Governo japonês declarou-se hoje “muito preocupado” com a prisão de Aung San Suu Kyi, tendo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hirofumi Nakasone, referido ter transmitido “esta mensagem ao Governo birmanês”.
O Governo da Nova Zelândia também denunciou a prisão de Suu Kyi e considerou que a decisão da Junta Militar birmanesa “lança dúvidas sobre a credibilidade das anunciadas eleições de 2010″ na Birmânia.
Os Estados Unidos apelaram para o regime birmanês libertar “imediatamente” Aung San Suu Kyi.
