BE e Louçã contra as propinas
ENSINO SUPERIOR É IGNORADO PELO GOVERNO
O coordenador do BE, Francisco Louçã, criticou hoje, em Braga, a “gritante falta de visão estratégica do Governo para o ensino superior e a universidade, ou seja, a qualificação dos país”.
Louçã, que falava à saída de um encontro com o reitor da Universidade do Minho, lamentou a “mesquinhez mercantilista” do Governo, que “impôs às universidades o agravamento das propinas”.
“Na Alemanha as propinas custam zero euros. Os alunos não pagam propinas. Em Portugal, país pobre, pagam 800 ou 900 euros e quando passam para o segundo ciclo, equivalente à antiga licenciatura, ainda pagam mais”, criticou.
Daí que o BE tenha decidido apresentar na AR uma proposta que visa “combater a cavalgada das propinas”, onde se inclui o pagamento de um valor igual nos três ciclos do ensino superior e que defende uma série de isenções, a par de regras mais abrangentes para a acção social escolar nas universidades.
“Quem investe no conhecimento deve ser apoiado”, considerou, lamentando que haja hoje em dia pessoas que “não podem pôr os pés nas universidades” por não terem dinheiro para pagar as propinas.
Louçã, cujo encontro com o reitor da UM decorreu à margem das jornadas parlamentares do BE, lamentou que actualmente seja “praticamente impossível conseguir apoio da acção social escolar a não ser em casos gritantes”.
“As universidades devem ter as portas abertas e prestar um ensino de rigor a todos os que queiram adquirir conhecimento, frisou.
