Salvaterra é Fixe - Editor: José Peixe

Archive for the ‘Memória’ Category

Memória, Notícia

25 de Março de 2009

Hitler perde cidadania honorária na Baviera

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HITLER AINDA GERA CONFUSÃO NA ALEMANHA

O Conselho Municipal da aldeia alemã de Schwabach, na Baviera, vai pronunciar-se sexta-feira sobre a eliminação do estatuto de cidadão honorário concedido a Adolf Hitler em 1933, anunciou ontem à noite, o conselho.

“Pode cair mal que uma comuna não retire oficialmente a cidadania honorária”, declarou num comunicado o presidente da câmara, Matthias Thuerauf.

O presidente do município disse recear que a cidadania honorária de Hitler possa tornar difíceis as relações com as organizações de defesa das vítimas da Segunda Guerra Mundial.

Além de Hitler, os dignitários nazis Julius Streicher e Adolf Wagner poderão também perder o título de cidadão honorário no final da votação de sexta-feira.

Muitas cidades que fizeram de Hitler um cidadão honorário já revogaram estas pesadas heranças do passado, como por exemplo Bad Doberan, em 2007, aldeia que fazia parte da comuna de Heiligendamm, onde se realizou alguns dias depois uma cimeira do G8.

Memória

11 de Setembro de 2008

Allende 35 anos depois

O EXEMPLO DE UM HUMANISTA E DEMOCRATA

Salvador Allende

SALVADOR ALLENDE UM HOMEM SONHADOR

No Chile da década de 60, Salvador Allende foi um revolucionário atípico: acreditava na via eleitoral da democracia representativa e na possibilidade de instaurar o socialismo dentro do sistema político vigente.

o seu suicídio, no dia 11 de setembro de 1973, no palácio presidencial La Moneda, não foi nem um ato desesperado nem um ato romântico procurando forçar uma entrada heróica na História. Esse gesto prolonga a vida de um realista e, na verdade, de um grande homem político. Em meio à desolação e ao pipocar das metralhadoras, soube buscar a maior eficiência para sua última ação. Nos dias de hoje, esta afirmação pode parecer enigmática. Nosso objetivo é transformá-la em verossímil e convincente, para transpor esse gesto de um contexto épico para um político.

História, Memória, Música

25 de Abril de 2008

Viva a Liberdade. Viva o 25 de Abril.

RECORDAR ZECA AFONSO E CANTAR GRÂNDOLA VILA MORENA

Cravo_Vermelho

Hoje, comemoramos 34 anos de Liberdade em Portugal. Um dia histórico para o nosso país e uma data que ficará assinalada na história mundial como a Revolução dos Cravos. Uma revolução pacífica e bem organizada, onde os miltares de Abril conseguiram pôr um ponto final em 49 anos de Fascismo.

No dia 25 de Abril é impossível não recordarmos o Poeta e Músico Zeca Afonso. É impossível não cantarmos/ouvirmos músicas revolucionárias. Músicas de intervenção cantadas pelo Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Adriano Correia de Oliveira, Janita Salomé, José Mário Branco ou Padre Fanhais.

Estes nomes fazem parte integrante da Revolução dos Cravos. Neste dia especial para Portugal, não popemos deixar de ouvir o Grândola Vila Morena, Terra da Fraternidade. Vale a pena escutar! Vale a pena cantar a Liberdade!  Esta música foi a senha dada pelo Rádio Clube Português para os militares avançarem para Lisboa.

Viva a Liberdade! Viva o 25 de Abril! Fascismo nunca mais!

Fotografia, História, Memória

24 de Abril de 2008

Revolução de Abril sempre!

Cravos de Abril

Fotografia, História, Memória

Imagens de uma Revolução Exemplar

QUEM NÃO SE RECORDA DESTES MOMENTOS

25abril

34 Anos depois de Abril festejamos o dia da Liberdade

Liberdade

Fotografia, História, Memória

Salgueiro Maia o rosto da Liberdade

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História, Memória

Um dia histórico para Portugal

O 25 de Abril de 1974 foi um dia histórico para Portugal.

Em Busca de Abril…..

Não o vou abordar pelo lado histórico do anterior regime, denominado de fascista, com censura, polícia política, que era contestado em muitos sectores. Esta análise muitos o fazem á décadas. Importa fazer uma análise ao pós 25 de Abril também.

Vou simplesmente lembrar que nesse dia, há 33 anos, os portugueses clamaram pela democracia. Muitos nem sabiam o que isso era.

Mas se o golpe do 25 de Abril foi uma esperança, levado a cabo por oficiais subalternos, na sua maioria, constituindo em seguida o MFA -Movimento das Forças Armadas, depressa se tornou numa perseguição a todos os que não eram bem vistos pelo PCP, durante o PREC (Processo Revolucionário em Curso). Houve deportações, prisões, saneamentos, a “reforma agrária”, o COPCOM (Comando Operacional do Continente), chefiado por Otelo Saraiva de Carvalho, que emitiu centenas de mandados de detenção assinados em branco, prendendo os mais diversos cidadãos avulso.

Não podemos esquecer a “descolonização exemplar”, onde cerca de um milhão de portugueses foram abandonados á sua sorte, em África, em Angola, Guiné e Moçambique, sem salvaguarda por parte dos governos de então, que se sucediam a ritmo alucinante.

Este PREC, em que Otelo Saraiva de Carvalho se desloca a Cuba em vassalagem a Fidel Castro, foi travado no 25 de Novembro de 1975, pelas forças leais ao Presidente da República, General Costa Gomes, formadas na sua essência operacional por elementos do Regimento de Comandos da Amadora, comandados pelo Coronel Comando Jaime Neves, que havia participado no 25 de Abril. Este contra golpe surge para fazer frente ao levantamento dos Pára-Quedistas (forças na altura afectas à esquerda comunista) contra a decisão de passagem á disponibilidade que lhes tinha sido decretada, insurgindo-se. As forças militares no geral, estavam politizadas pela extrema esquerda, de cabelo comprido, a denominada “tropa Fandanga” .

Tinha acontecido um juramento de bandeira, no RALIS em Lisboa, onde os recrutas apontavam o braço á Bandeira de Portugal de punho cerrado, dizendo umas palavras de servidão comunista. O quartel da Amadora serviu para garantir o verdadeiro espírito da democracia, sem cravos, sem flores, tendo recebido mais tarde o prémio pelos seus mortos na operação, sendo extinta aquela unidade militar.

Os comunistas gritavam contra os Comandos e contra Jaime Neves, mas se o PCP existe hoje, se hoje existe democracia, foi porque os militares vitoriosos, com Melo Antunes, consensualmente, decidiram não colocar o PCP na clandestinidade, não lhes fazendo a eles o que eles tinham feito no PREC a tantos outros.

O 25 de Abril que se comemora é a data simbólica da democracia, não o que aconteceu depois, onde de novo houve censura, pois os jornais seguiam as directrizes comunistas e até um jornal “fascista” foi encerrado, os seus trabalhadores despedidos, porque se dizia ser o órgão do PS (Partido Socialista) de Mário Soares, o jornal República!

Houveram muitas situações negativas, mas importa aqui a simbologia que ficou do cravo, “a democracia”. Esse sim um valor que efectivamente nos agrada a todos. Antes do 25 de Abril não poderia escrever este texto, mas no “verão quente”, – PREC, também não …

Fica-nos a lição: O 25 de Abril é uma data histórica, onde nos restou a liberdade, mas fica-nos a imensidão de sonhos afundados no desemprego actual, na corrupção, na justiça lenta, na dificuldade nos hospitais e saúde públicas, nas escolas, na falta de escolaridade, na falta de formação profissional, na desertificação do País, na lenta justiça, no aumento da emigração como aconteceu na década de 60… E em tantos outros sonhos emperrados na palavra “ABRIL” e nos “CRAVOS” encravados!

É uma comemoração maçuda na Assembleia da República, mas cumpra-se o resto da palavra Abril e talvez valha a pena continuarmos a ter naquelas galerias os mesmos que dormitam por lá há anos, nesta comemoração. Sim nesta altura todos são democratas, quase todos andam de cravo na lapela…é um fartote para as floristas.

Sim, hoje é 25 de Abril … de 2008.

Em: «Aromas de Portugal», texto de Mário Relvas


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