Salvaterra é Fixe - Editor: José Peixe

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Saúde

6 de Agosto de 2008

A Saúde na nossa Região

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COMO ESTAMOS DE SAÚDE NO DISTRITO DE SANTARÉM

Cinco dos 21 concelhos do distrito de Santarém têm uma cobertura deficiente de médicos de família, situação que a Administração Regional de Saúde afirma estar a tentar minimizar, nomeadamente recorrendo a empresas para o atendimento complementar.
Carlos Ferreira, coordenador em exercício da Sub-região de Saúde de Santarém, disse hoje à agência Lusa que o distrito de Santarém está a começar a sofrer os efeitos da aposentação dos médicos de família, situação que se irá agravar nos próximos dois anos, havendo cinco concelhos em que a situação é neste momento mais crítica.
Segundo disse, nos concelhos da Chamusca, Rio Maior e Ourém 30 por cento dos utentes não têm médico de família, percentagem que em Almeirim é superior a 25 por cento e em Benavente da ordem dos 22 por cento.
Os concursos que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) tem aberto têm ficado desertos, pelo que, para minimizar a situação, tem havido recurso a empresas de prestação de serviços para o atendimento complementar, disse.
No caso da Chamusca, médicos do Centro de Saúde de Santarém têm feito horas extraordinárias para minimizar a carência de médicos de família, acrescentou.
No concelho de Santarém, 5,4 por cento da população não tem médico de família, sendo a extensão de saúde de Alcanede, situada a cerca de 30 quilómetros da sede de concelho, a de maior carência.
Segundo disse, o recurso a horas extraordinárias de alguns dos médicos do Centro de Saúde de Santarém foi também a solução encontrada para responder à falta de médicos de família nesta extensão de saúde, situação que está a gerar descontentamento no seio da população.
Um grupo de cidadãos da freguesia está a recolher assinaturas em protesto contra a falta de médicos na extensão de saúde local, um edifício construído de raiz e inaugurado no final de 2007.
Sónia Soares, uma das promotoras do abaixo-assinado, disse à agência Lusa ser incompreensível que esta extensão de saúde, com cerca de 5.000 inscritos, esteja em risco de ficar apenas com uma médica com lista de utentes atribuída.
Para Carlos Ferreira, a situação nesta extensão de saúde, onde os cuidados estão a ser prestados por seis médicos, a maioria em horário parcial, “não é a ideal, mas tem a cobertura assegurada”.
Depois de recolhidas as assinaturas, num abaixo-assinado que está a correr os vários lugares da freguesia e que foi “apadrinhado” pelo pároco, que deu conta da sua existência durante a missa, os seus promotores vão pedir audiências aos presidentes da junta de freguesia e da Câmara Municipal.
“Se nada mudar, vamos criar uma comissão de utentes”, disse Sónia Soares à Lusa.
Além da falta de médicos – os serviços de enfermagem “funcionam bem” -, os utentes da extensão de saúde de Alcanede queixam-se do acesso ao novo edifício, apelando à construção de um passeio que permita caminhar em segurança, já que actualmente a circulação faz-se pela estrada, afirmou.

Pergunta: E qual será a radiografia da Saúde no concelho de Salvaterra de Magos?


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