6 de Setembro de 2008
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CAVALOS VERSUS JUSTIÇA
O espectáculo de “rodeo” previsto para hoje numa feira em Estói, Faro, vai realizar-se apesar da proibição decretada pelo Tribunal de Faro, uma vez que, segundo a organização, não estará a ser cometida qualquer “ilegalidade”.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Rodeo (APR) afirmou que o espectáculo, integrado na competição nacional da modalidade, vai mesmo realizar-se hoje à noite na Feira do Cavalo de Estói. Segundo José Manuel Carvalho, as autoridades locais apenas colocaram obstáculos à realização do evento caso fosse feito nos moldes descritos na providência cautelar apresentada por uma associação de defesa dos animais.
De acordo com a “Animal”, os “rodeios” são espectáculos cruéis, que não respeitam os animais, razão pela qual decidiram apresentar uma providência cautelar ao Tribunal de Faro, que decretou a sua proibição.
A proibição vinculava a empresa Megalqueva, responsável pela Junta de Freguesia de Estói e a Câmara de Faro, ordenando a estas entidades que se abstivessem de realizar o “rodeio”, sob pena de multa, lê-se na sentença.
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COMUNISTAS PEDEM PARA SARAMAGO ESCREVER MAIS
O PCP festejou hoje os 10 anos sobre o Nobel da Literatura de José Saramago, com um apelo ao escritor para que continue a lançar livros, descritos como um contributo para a “luta pelo socialismo, pela felicidade”.
A homenagem a Saramago, que se encontra a recuperar de uma doença (o autor não não esteve presente, mas enviou uma mensagem por vídeo) juntou centenas de pessoas no espaço central da festa da Festa do Avante!, que termina domingo.
O vídeo, com imagens da entrega do Nobel, há 10 anos, lembra a obra do escritor – “um trabalhador da escrita”, como o definiu o líder do PCP, Jerónimo de Sousa – e a festa que foi a notícia da atribuição do Nobel a Saramago.
José Casanova, dirigente do PCP e director do jornal Avante!, admitiu estar, com esta homenagem, a “puxar a brasa para a sardinha” dos comunistas, ao homenagear o escritor, militante do PCP desde 1969. “Estou legitimamente e com muito orgulho!”, afirmou Casanova.
O director do jornal Avante! lembrou o orgulho, para os comunistas, da escolha de Saramago que, no vídeo, aparece a dizer em 1998: “Não preciso de deixar de ser comunista” para receber o Nobel.
José Casanova deixou, em nome dos comunistas, um pedido a Saramago:
“Escreve mais, camarada. Participa com a tua militância escrevendo tanto quanto puderes porque cada livro teu, cada livro do comunista e escritor que és, é um contributo inestimável para nossa luta, esta luta difícil, complexa e sem fim à vista, a nossa luta pela justiça social, pela liberdade, pela paz, pelo socialismo, pelo comunismo, pela felicidade”, disse.
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APROVEITAR OS ELOGIOS FRANCESES
A ministra do Interior francês, Michèle Alliot-Marie, congratulou-se hoje com a rápida detenção quinta-feira em França do presumível homicida do presidente em Portugal do grupo “Os Mosqueteiros”.
Em comunicado, a ministra francesa destacou “a velocidade de transmissão do mandado de detenção europeu”, emitido pelo Ministério Público do Tribunal Judicial de Leiria, “e a urgente difusão deste aviso, o que permitiu a uma patrulha da Segurança Pública de Pau identificar o visado e proceder à sua detenção”.
Michèle Alliot-Marie sublinhou ainda o facto da detenção ter ocorrido “no quadro de uma cooperação internacional, que ilustra mais uma vez a bem estruturada abordagem europeia na luta contra todas as formas de insegurança”.
O presumível homicida do empresário António Figueira, presidente do grupo “Os Mosqueteiros” em Portugal, foi detido quinta-feira à tarde na cidade francesa de Pau pelas autoridades daquele país e na altura conduzia o veículo que pertencia à vítima.
O empresário António Figueira foi alegadamente assassinado no seu apartamento em Leiria domingo, mas o corpo só foi encontrado pela PJ terça-feira à hora do almoço.
Segundo a Polícia Judiciária, o móbil do crime prende-se com um “conflito profissional” entre vítima e criminoso, que “se prolongou no tempo e terá produzido recalcamentos”.
O suspeito trabalhou para a vítima como director-geral de uma loja no Intermarché de Leiria durante dois anos, tendo sido despedido em Abril.
Apesar de despedido, o alegado homicida continuou a ocupar o apartamento do empresário em Leiria, que tentou, “mesmo com corte de água, luz e gás”, impedir que o alegado criminoso ali continuasse.
“O suspeito não terá gostado da situação e provavelmente originaram recalcamentos que tiveram este final”, de acordo com a PJ.
O PROBLEMA É QUANDO A POLÍCIA JUDICIÁRIA NÃO CONSEGUE DESVENDER OS AUTORES DE CRIMES BÁRBAROS COMO A DA MENINA BRITÂNICA MADELEINE.
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