7 de Setembro de 2008
União Europeia e Jornalismo contemporâneo
PARLAMENTO EUROPEU
“Apesar da surpreendente contenção jornalística que acompanhou o acontecimento, a abóbada da bonita sede oficial do Parlamento Europeu em Estrasburgo despejou mesmo 200 m2 de entulho, pesando várias toneladas, sobre as cadeiras do hemiciclo.”
Elisa Ferreira, eurodeputada do PS, “Jornal de Notícias”, 7 de Setembro de 2008
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GABINETES, DIRECTORES, CORRUPÇÃO e GOVERNO
O militante social-democrata e professor universitário Pacheco Pereira alertou hoje para os negócios discutidos directamente entre os gabinetes ministeriais e os grupos económicos, sem escrutínio parlamentar ou público, considerando que favorecem a corrupção.
“É uma tendência muito perigosa. É um caldo de cultura que favorece a corrupção. Não se sabe se são negócios em nome do interesse público ou não, se há favorecimento ou não”, defendeu Pacheco Pereira, na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Portalegre.
Na sua intervenção, Pacheco Pereira pediu aos jovens inscritos na acção de formação do PSD, a maioria filiados no partido, que estejam atentos e se empenhem em combater “problemas de corrupção que, por razões estruturais, se vão colocar”, que apelidou de “nova corrupção”.
“O que é que está a acontecer hoje em muitos gabinetes ministeriais? Está-se a transportar uma parte significativa da discussão sobre negócios para dentro dos gabinetes ministeriais”, disse. “Recursos nossos, bens nossos, financiamentos estão a ser discutidos directamente com os grupos económicos”, salientou.
“Quando hoje ouvimos um ministro dizer que uma auto-estrada é a custo zero porque há imensa gente que quer fazer auto-estradas e portanto o Estado não tem de ganhar um tostão, como é que isso já está negociado, como é que tem a certeza de que há interessados?”, questionou o ex-deputado e eurodeputado do PSD.
Pacheco Pereira assinalou que esses negócios “não têm escrutínio público, não vão à Assembleia da República, só se conhecem quando há uma decisão”.
“Qualquer estudioso nos dirá que isto é um terreno fundamental para o crescimento da corrupção”, advogou.
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