Aumento do desemprego em Portugal
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Afinal onde estão os 150 mil postos de trabalho?

AUMENTO DO DESEMPREGO EM PORTUGAL
O ex-ministro das Finanças, Bagão Félix, considerou que, face aos dados de emprego conhecidos hoje, a previsão do Governo de baixar a taxa de desemprego para os 7,6 por cento é “completamente irrealista”.
“A previsão do Governo para o próximo ano é completamente irrealista e provoca uma sub orçamentação do pagamento do subsídio de desemprego e uma sobre estimação do IRS e das contribuições para a Segurança Social”, disse o ex-ministro em declarações à agência Lusa.
Bagão Félix considerou também estar “completamente prejudicado” o objectivo do Governo de atingir os 150 mil postos de trabalho pois, “muito provavelmente”, nas Contas Trimestrais Nacionais (que serão divulgadas a 09 de Dezembro), o valor no 3º trimestre mostrará que a criação líquida de postos de trabalho face a 2005 foi “muito reduzida”.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística hoje conhecidos, a taxa de desemprego em Portugal caiu 0,2 pontos no terceiro trimestre, face igual período de 2007, para 7,7 por cento, e subiu 0,4 pontos face aos três meses anteriores.
A população desempregada foi estimada em 433,7 mil indivíduos, o que corresponde a um decréscimo de 2,4 por cento face ao terceiro trimestre de 2007 (homólogo) e a um aumento de 5,8 por cento em relação aos três meses anteriores.
O número de empregos líquidos criados desde o início da legislatura abrandou para 101,4 mil, colocando o objectivo do Governo dos 150 mil postos de trabalho mais longe de ser alcançada.
Entre o primeiro trimestre de 2005 e o terceiro trimestre deste ano, foram criados em termos líquidos 101,4 mil postos de trabalho, o que compara com 133,7 mil conseguidos no segundo trimestre do ano.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a população empregada no terceiro trimestre deste ano ascendia a 5.195,8 milhares, o que compara com 5.094,4 milhares dos primeiros três meses de 2005. Esta diferença resulta num aumento de 101,4 mil postos de trabalho criados em termos líquidos.
No segundo trimestre do ano, a diferença face ao início da legislatura calcula-se entre a população empregada daquele período e do primeiro trimestre de 2005, ou seja, entre 5.228,1 mil e 5.094,4 mil indivíduos, o que dá 133,7 mil.
A população empregada em cada período do tempo já reflecte os fluxos entre os novos empregos criados e os que foram destruídos. O Governo fixou como objectivo para a legislatura a criação líquida de 150 mil postos de trabalho.
Comentando a criação líquida de emprego, o primeiro-ministro destacou hoje que se “verifica que Portugal criou mais cem mil empregos. Apesar das dificuldades pelas quais o país está a passar e de a generalidade dos países registar subidas significativas do desemprego, no país o desemprego homólogo continuar a ser mais reduzido e a ter uma descida”.

