26 de Dezembro de 2008
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ATACAR OS PARTIDOS DA OPOSIÇÃO
O ministro dos Assuntos Parlamentares acusou hoje os partidos da oposição de uma “política do quanto pior melhor” pela reacção que tiveram à mensagem de Natal do primeiro-ministro.
Em declarações à Agência Lusa, Augusto Santos Silva afirmou que “em contraste” com a mensagem “de confiança e esperança” de José Sócrates, “a generalidade dos partidos da oposição” optaram “por criticar, criticar, criticar”.
“Criticar porque o Governo não está a cumprir os programas dos partidos da oposição, criticar porque não apresenta medidas. É a política do quanto pior melhor”, afirmou.
Santos Silva respondeu ainda às críticas de dois partidos – PSD e PCP – por “a baixa das taxas de juros, e a diminuição dos encargos com os empréstimos à habitação, nada teria a ver com a acção do Governo”.
“Isso é factualmente falso”, reclamou, lembrando “a intervenção concertada dos Estados-membros da União Europeia, com Portugal na primeira linha, no sentido da estabilização do sistema financeira, através das garantias do Estado aos empréstimos interbancários ou pela via da recapitalização dos bancos”.
Para o ministro dos Assuntos Parlamentares, “foi esse conjunto de medidas que permitiu que a taxa Euribor comece a descer e a ter efeitos junto das famílias”.
Na sua mensagem de Natal, proferida domingo, o primeiro-ministro garantiu que o Governo usará todos os recursos ao seu alcance para auxiliar empresas, trabalhadores e famílias em 2009 – ano “difícil e exigente” -, numa mensagem de Natal dedicada à crise internacional.
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CUIDAR DAS FAMÍLIAS OU DOS BANQUEIROS?
O primeiro-ministro garantiu ontem ao final do dia, que o Governo usará todos os recursos ao seu alcance para auxiliar empresas, trabalhadores e famílias em 2009 – ano "difícil e exigente" -, numa mensagem de Natal dedicada à crise internacional.
Na sua mensagem de Natal, José Sócrates optou desta vez por se dirigir de pé aos portugueses, rompendo uma tradição em que o chefe de Governo surgia sentado.
Numa das várias referências que fez à actual conjuntura internacional económica e financeira, o primeiro-ministro sublinhou que o ano de 2009 vai ser "difícil e exigente para todos", razão pela qual o dever do seu Governo é "não ficar à espera que os problemas se resolvam por si próprios".
"Pela minha parte, e pela parte do Governo, quero garantir-vos que não temos outra orientação que não seja defender o interesse nacional neste momento particularmente difícil. E defender o interesse nacional é usar todos os recursos ao nosso alcance, com rigor, sentido de responsabilidade e iniciativa, para ajudar as famílias, os trabalhadores e as empresas a superarem as dificuldades, e para incentivar o investimento económico que gera riqueza e emprego", disse.
Além da garantia de acção perante a crise, usando para tal todos os meios possíveis ao alcance do Estado, José Sócrates pretendeu também deixar uma mensagem de "esperança" em relação ao futuro e de "confiança" face aos próximos desafios resultantes da "grave crise económica e financeira" mundial.
"Os seus efeitos já se sentem também em Portugal. Mas a verdade é que, nos últimos três anos, o país ultrapassou a crise orçamental e pôs as contas públicas em ordem. Isso permite-nos agora responder melhor às dificuldades económicas que nos chegam de fora. Podemos agora usar mais recursos do Estado para apoiar o emprego, as empresas e as famílias", sustentou.
Neste contexto, Sócrates frisou que "os portugueses podem contar com a determinação do Governo" no presente "momento difícil da Europa e do mundo".
"Determinação no apoio à economia. Determinação, também, na defesa e na promoção do emprego. Mas, determinação, sobretudo, na protecção das famílias, especialmente às famílias de menores rendimentos, protegendo-as das dificuldades que sentem e ajudando-as nas suas despesas principais", acrescentou.
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