Salvaterra é Fixe - Editor: José Peixe

Archive for Dezembro, 2008

Crise, Emprego

21 de Dezembro de 2008

Três milhões de empregos em dois anos

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Sonho: Obama quer criar três milhões de empregos

CONSEGUIRÁ CONCRETIZAR OS SEUS OBJECTIVOS?
O Presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou no sábado a elevação de 2,5 para três milhões o número de postos de trabalho a criar nos próximos dois anos, em resposta à actual crise económica.
O alvo mais ambicioso foi fixado no princípio da semana após Obama se ter encontrado com os seus conselheiros económicos que o avisaram que a taxa de desemprego no país pode atingir os nove por cento, a manter-se o actual ritmo de despedimentos.
Durante a campanha presidencial, Obama prometera criar ou salvar um milhão de empregos. No mês passado, elevou o objectivo para os 2,5 milhões.
Obama e a família partiram no sábado para a sua casa no Havai, para duas semanas de férias. No entanto, os seus conselheiros ficaram a trabalhar o programa, segundo a nova directiva, de modo a tê-lo preparado a 2 de Janeiro.

Cimeira, Política Internacional

Cimeira Brasil – União Europeia

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Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia

PARA ENFRENTAR A CRISE GLOBAL
O presidente da Comissão Europeia disse hoje no Rio de Janeiro que a crise financeira internacional irá nortear as discussões da II Cimeira Brasil-União Europeia (UE) e destacou a iniciativa portuguesa para a concretização da parceria estratégica.
“São necessárias respostas globais para desafios globais. Ou nadamos juntos ou nos afogamos juntos. Ninguém pode pretender estar completamente a salvo desta crise, a crise financeira é global”, disse José Manuel Durão Barroso.
Segundo Durão Barroso, Portugal teve uma grande contribuição na origem para o estabelecimento da parceria estratégica entre a UE e o Brasil.
“A EU, no seu conjunto, quer aprofundar a relação com o Brasil, mas é justo reconhecer que Portugal esteve muito na origem desta parceria estratégica. Foi a presidência portuguesa do Conselho da UE que muito lutou para que isso fosse obtido durante o segundo semestre do ano passado”, afirmou em declarações aos jornalistas.
O responsável defendeu a presença e a contribuição do Brasil no plano internacional para “superar o risco de uma polarização Norte-Sul”.
“As grandes negociações multilaterais precisam do empenho de todos. Seria um erro completo que as divisões da Guerra Fria entre Leste e Oeste fossem agora substituídas pelas divisões Norte-Sul”, acrescentou.
Durão Barroso frisou ainda a necessidade de “utilizar a parceria estratégica para estimular o comércio e investimento entre as duas partes e lutar contra a crise financeira” até porque “o proteccionismo não é uma opção”.
E neste sentido, ressaltou a “urgência” em concluir a Ronda de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“Vamos fazer desta crise uma oportunidade, trabalhar em conjunto para ultrapassar as dificuldades. E por isso, precisamos do sucesso da Ronda de Doha”, sublinhou o presidente da Comissão Europeia.
Para Durão Barroso, o adiamento de Doha pode reacender a negociação e os diálogos da UE com o Mercosul.
“Nós já estivemos muito perto de um acordo em 2004, mas estávamos com uma esperança maior na conclusão de Doha. Agora há condições para relançar [o diálogo com] o Mercosul”, disse.
Durão Barroso chamou ainda a atenção para os investimentos no sector de biocombustíveis de segunda geração. Cientistas europeus e brasileiros terão um financiamento de quatro milhões de euros de cada uma das partes, a partir de 2009, a fim de apresentarem propostas para inovação tecnológica.
“Conhecemos bem o papel de liderança do Brasil nas questões dos biocombustíveis e achamos que é útil trabalharmos em conjunto também do ponto de vista científico e tecnológico no desenvolvimento desta área para a luta contra as alterações climáticas”, sublinhou.
O crescimento económico, segundo Durão Barroso, deve ser sustentado do ponto de vista ambiental e não apenas “em benefício de uma minoria”.
Por isso O responsável afirmou “contar com o Brasil para conseguir um acordo ambicioso no próximo ano em Copenhaga”. A próxima reunião da ONU sobre Mudanças Climáticas está marcada para Dezembro em 2009 na Dinamarca.

Música

20 de Dezembro de 2008

UHF de regresso a Almada

UHF – VÃO AQUECER ACADEMIA ALMADENSE
Os UHF encerram, hoje, em Almada, a digressão que partiu da Aula Magna, em Lisboa a 28 de Março, completando uma geografia de 41 datas nacionais, denominada “30 Anos Ligados à Corrente”.
O local escolhido é a Academia Almadense, um espaço de 900 lugares sentados, na cidade em que nasceram. Apesar dos UHF nunca terem tocado na conhecida sala de Almada, é com nostalgia que António Manuel Ribeiro recorda o “muito e bom cinema” que por ali viu. “É trágico que se permita o encerramento da maior sala de cinema do país”, afirmou à agência Lusa.
Para o fundador dos UHF, actuar em casa, entre amigos e família, acarreta responsabilidades acrescidas. “O simbolismo de voltar à cidade onde nascemos é muito grande e, apesar da experiência, há um nervoso miudinho que toma conta de nós neste momento”, revela.
O vocalista fala em “excursões de todo o país”, de pessoas que os vêem tocar “todos os verões”. Afirma que estão à espera de coisas que pedem e que eles vão revisitar.
Para tal “houve uma preocupação de correr riscos e não fazer apenas o nosso melhor mais natural e evidente: vamos teatralizar um espectáculo que é muito longo, com duas horas e meia, 32 canções”.
O mentor dos UHF assegura que haverá registo de imagem e som, até porque “podem acontecer coisas que não se repetem”. Falando de John Coltrane, António Manuel Ribeiro refere os momentos que “ficaram gravados e são peças únicas, dezenas de anos após a morte de um dos génios do jazz”.
Quanto a convidados, para além da “felicidade” de se voltar a juntar aos membros fundadores Renato Gomes e Carlos Peres, o vocalista dos UHF conta com Nuno Flores dos Corvos no violino, António Eustáquio na guitarra portuguesa, Tozé Morais na gaita-de-foles e harmónica, e Miguel Ângelo, o qual define como “um companheiro de longa jornada e uma grande voz”.
Com o vocalista dos Delfins, António Manuel Ribeiro gravou a canção “Podia Ser Natal”, em 1995, para a compilação “Espanta Espíritos”.
Em 2009, “há a ideia de irmos ao norte e às ilhas com este mesmo espectáculo”, dado que quando voltou a falar com os seus colegas fundadores dos UHF, António Manuel Ribeiro verificou haver “muitas cumplicidades que o tempo não apagou, antes reforçou, dando-lhe uma tonalidade muito bonita”.
Entretanto a banda prepara um novo disco, a sair no final de 2009, do qual registaram duas canções, entre as quais “O Tempo É Meu Amigo”.
As gravações foram interrompidas pelo convite que António Manuel Ribeiro recebeu para escrever uma nova ópera rock, depois de “La Pop End Rock”, lançada em 2003. O vocalista assume o seu fascínio pelo género: “a última levou-me dois anos e meio a compor, mas deu-me um enorme prazer porque cresci como compositor. Se havia barreiras à minha volta, estourei com elas”.

Política Internacional, Vídeo

19 de Dezembro de 2008

Missel Iraquiano na cara de Bush

Necrologia

Faleceu o “Garganta Funda”

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O HOMEM QUE AJUDOU A DERRUBAR NIXON
William Mark Felt, o antigo director-adjunto do FBI que clandestinamente denunciou o ex-Presidente norte-americano Richard Nixon, no escândalo Watergate, e cuja identidade se escondia até há três anos sob a alcunha “Garganta Funda” morreu quinta-feira aos 95 anos.
Mark Felt foi a fonte secreta de Bob Woodward e Carl Bernstein os dois jornalistas do Washington Post que denunciaram o escândalo Watergate.
Felt morreu quinta-feira em Santa Rosa, Califórnia, na sequência de problemas cardíacos, segundo o amigo da família John D. O’Connor. A morte de Felt foi confirmada pela filha, Joan Felt, e pelo neto, Nick Jones, a vários órgãos de comunicação social, incluindo o Washington Post.
Foi este diário que publicou, em 1972 e 1973, as informações passadas pelo “Garganta Funda” ao então jovem repórter Bob Woodward, que, com Carl Bernstein, revelaram o caso, que contribuiu para a queda do então Presidente Richard Nixon.
Felt admitiu em Abril de 2005 que era a “Garganta Funda”, ou seja, o informador secreto dos dois jornalistas, depois de ter mantido silêncio durante 33 anos sobre o seu papel no caso, incluindo em relação à família.
Graças às informações confidenciais de Mark Felt, Woodward e Bernstein puderam provar o papel da Administração do presidente Richard Nixon num assalto à sede do Partido Democrata no edifício Watergate, em Junho de 1972, para fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta.
O escândalo e as tentativas da Casa Branca para encobrir o caso levaram à demissão de Richard Nixon, o primeiro presidente dos Estados Unidos a ser obrigado a fazê-lo, em Agosto de 1974.
“Quero que se lembrem de mim como um funcionário do governo que fez todo o seu melhor para ajudar toda a gente. Gostava de ficar com a reputação de ter procurado ajudar as pessoas”, afirmou há três anos Mark Felt na altura em que publicou um livro sobre a sua vida como agente do FBI intitulado “A Vida do G-Man: o FBI, ser Garganta Funda, e o Combate pela Honra em Washington”.

Crise, Protesto

17 de Dezembro de 2008

Resistência na Acrópole Ateniense

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Acrópole transformada no centro da Resistência

CONTRA A GLOBALIZAÇÃO E O CAPITALISMO
Duas faixas, uma com a palavra “Resistência” e uma outra anunciando para quinta-feira uma “demonstração de solidariedade em toda a Europa”, foram hoje colocadas na Acrópole de Atenas, monumento histórico mais visitado do país.
No 12º dia consecutivo de manifestações no país, cerca de 50 jovens colocaram primeiro a faixa com a palavra “Resistência”, escrita em grego, francês, inglês, em italiano e em alemão.
Numa segunda faixa, escrita em inglês e colocada minutos depois, lê-se: “18 de Dezembro, Manifestação de Solidariedade em toda a Europa”.
Esta acção foi coordenada pelos jovens estudantes de Atenas, onde está para hoje prevista uma grande manifestação, inserida nos protestos contra a morte do jovem Alexis Grigoropoulos, 15 anos, morto no passado dia 06 por um polícia, no bairro de Exarchia, na capital.
Manifestantes invadiram terça-feira estúdios de televisão e de rádio para emitir mensagens contra o governo.
Um grupo de cerca de 10 jovens entrou no estúdio da televisão estatal NET e interromperam uma emissão de um discurso do primeiro-ministro Costas Karamanlis, segundo responsáveis da estação.
Os manifestantes pediram aos operadores de câmara que filmassem as faixas que transportavam e na qual se lia: “Parem de ver televisão, saiam para as ruas”, e “libertem todos os que foram detidos”.
Nesta invasão dos estúdios ninguém ficou ferido e não houve detenções.
Na cidade setentrional de Thessaloniki, manifestantes invadiram três estações de rádio, partindo apenas depois de lerem uma mensagem de protesto. Registaram-se distúrbios, após uma acalmia de dois dias, quando jovens se confrontaram com elementos da polícia em Atenas e em Thessaloniki.
Segundo a polícia, cerca de 30 jovens lançaram cocktails Molotov contra o edifício da polícia de choque, na capital, danificando sete veículos estacionados no exterior.
Em Thessaloniki, a polícia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar 300 jovens que lançavam fruta e pedras junto do principal tribunal da cidade.
Os distúrbios surgiram depois de ser conhecida a decisão do tribunal, que deu oito polícias culpados de abusos contra um estudante, na sequência de manifestações registadas há dois anos. Os manifestantes exigem que a polícia de choque seja desarmada e retirada das ruas ao mesmo tempo que alastra a exigência para a revisão das políticas económicas, sociais e de educação.

União Europeia

Rejeição do tempo de trabalho

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Um Parlamento cheio de tecnocratas

PORTUGAL ABSTEVE-SE
O Parlamento Europeu rejeitou hoje em Estrasburgo a proposta de lei sobre o tempo de trabalho acordada entre os ministros do Emprego dos 27, ao aprovar emendas que obrigam à reabertura das negociações do Conselho com a assembleia.
O texto acordado em Junho passado entre os ministros do Trabalho dos 27, com a abstenção de Portugal, era muito contestado por sindicatos e criticado pela maioria dos eurodeputados portugueses, designadamente por prever a possibilidade de ser ultrapassado o actual tecto de 48 horas semanais, contemplar cláusulas de não participação e deixar de considerar tempo de trabalho o período inactivo de tempo de permanência.

União Europeia

Novas Tecnologias e Cidadania

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As novas tecnologias digitais na Europa

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS DIGITAIS
O Parlamento Europeu pediu, ontem à tarde, em Estrasburgo, que a Comissão Europeia lance um plano para educar os cidadãos comunitáros em relação ao uso das novas tecnologías digitais. Os principias pontos que o Parlamento Europeu considera serem fundamentais dentro desta temática são a segurança e violência na Internet e ainda os direitos de autor.
O Parlamento Europeu aprovou um documento onde explica que as novas tecnologías abrem novas posibilidades de comunicação em todo o Mundo mas que também aumentam, por consequência, o risco de manipulação.
Para evitar essa manipulação, a União Europeia, considera que os cidadãos devem receber formação em “competências mediáticas”, ou seja, comprender de forma crítica os meios digitais.

Política Internacional

16 de Dezembro de 2008

Mercosul vai enfrentar a Crise

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Lula da Silva acredita na força do Mercosul

A ESPERANÇA É A ÚLTIMA A MORRER
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu hoje, na abertura da 36ª Cimeira do Mercosul, que as economias e democracias dos países daquele bloco são suficientemente fortes para enfrentar os efeitos da crise mundial.
“A nossa força para enfrentar a recessão global não está só na força das nossas economias, mas também no vigor das nossas democracias”, disse Lula da Silva na sessão inaugural da cimeira, à qual assistiram vários convidados especiais, entre os quais o Presidente cubano, Raul Castro.
O chefe de Estado brasileiro sublinhou que os países da América Latina em geral “deram respostas muito semelhantes” à crise e destacou que “a principal preocupação é a de proteger o emprego, os rendimentos dos trabalhadores e continuar a promover a igualdade social”.
Na sessão de abertura da cimeira estiveram também presentes os Presidentes da Argentina (Cristina Kirchner), Paraguai (Fernando Lugo) e Uruguai (Tabaré Vasquez), membros plenos do Mercado Comum do Sul (Mercosul). O presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Cujo país está no processo de adesão plena ao Mercosul, é aguardado no complexo hoteleiro onde decorre a cimeira.
Na sua intervenção, Lula da Silva defendeu a necessidade de se fomentar o comércio sul-sul e insistiu que os países daquela área não permitirão “retrocessos na melhoria das condições de vida da população” e defendeu uma maior participação do Mercosul no esboço da nova arquitectura financeira internacional.
“O Mercosul não assistirá passivamente ao debate sobre a crise mundial. Queremos um papel importante na nova arquitectura internacional”, disse o Presidente brasileiro.
Durante a cimeira, Lula da Silva vai ceder a presidência semestral do Mercosul ao seu homólogo do Paraguai, Fernando Lugo.

Política Nacional

15 de Dezembro de 2008

Defender uma alternativa de Esquerda

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Manuel Alegre acredita numa Democracia mais limpa e justa

O POETA QUE NÃO DÁ SOSSEGO A SÓCRATES
O deputado socialista Manuel Alegre defendeu hoje a criação de uma “alternativa de poder” de esquerda, que “vá a votos” e não excluiu o cenário de criação de um partido político. Na sessão de encerramento do fórum “Democracia e serviços públicos”, em Lisboa, patrocinado por si, pelo Bloco de Esquerda, renovadores comunistas e independentes, Alegre fez a defesa das convergências à esquerda, “mais difíceis de construir”.
“Mas esse é o novo tabu que é preciso quebrar. A reconfiguração da esquerda implica a capacidade e a vontade de construir uma perspectiva alternativa de poder”, afirmou aos presentes no encontro, na Aula Magna, em Lisboa.
Já depois do fim do encontro, que tiveram na primeira fila o líder do BE, Francisco Louçã, e Cipriano Justo, da Renovação Comunista, Manuel Alegre, questionado pelos jornalistas, disse que não é “santo milagreiro” e que o que vier a surgir “não é de um dia para o outro”.
Questionado sobre se a “base programática” que saiu do fórum é para ir a votos, a resposta foi afirmativa: “É para ir a votos. Não sou eu que defendo a insurreição. Já defendi, mas era quando vivíamos em fascismo, em ditadura”.
Já sobre o cenário eventual de criação de um partido político, o ex-candidato presidencial afirmou: “É um movimento que pode partir para tudo. Nada está proibido pela lei”. O ex-candidato presidencial afirmou que a definição do movimento que sai destes dois encontros – o primeiro foi em Junho – não se decide “por decreto”.
“Isto não é um movimento que se faz com varinha mágica: está aqui um partido”, afirmou, com um sorriso. No seu discurso, Manuel Alegre voltou a criticar algumas opções do Governo do seu partido, liderado por José Sócrates – como já fizera na primeira acção deste fórum, no comício da Trindade, em Junho.
Para Manuel Alegre, “há qualquer coisa do avesso” quando o novo Código do Trabalho “é elogiado pelo presidente da CIP” ou de “obstinado e cego e surdo quando se insiste numa avaliação (…) que está a paralisar a escola pública”. Outra crítica dirigida ao executivo foi quando, depois de citar Antero de Quental, disse que “os explorados, os oprimidos, os deserdados da vida foram e continuam a ser a razão de ser da esquerda”.
“É por eles que estamos aqui, não pelas grandes fortunas do Banco Privado Português”, afirmou.
Manuel Alegre apontou as dez prioridades apontadas por esta nova “base programática”, “alternativas ao modelo neo-liberal e especulativo”, a começar pelo “abandono da agenda da ‘flexigurança’ por uma agenda do ‘bom emprego’”.
Outras dessas prioridades são “combater a especulação financeira e o reforço dos poderes de regulação do Estado”, o investimento público em sectores produtivos, “a distribuição mais equitativa da riqueza”, políticas contra a pobreza, a defesa da escola pública, do Serviço Nacional de Saúde.
Na sua intervenção, a dirigente e deputada do BE Ana Drago defendeu ser necessário “um compromisso de mudança” e um diálogo à esquerda.
“Hoje, aqui, dizer que não nos conformamos em caminhar para uma democracia ‘aguada’, para um país espartilhado, pela pobreza persistente, pela privatização dos bens públicos, não é apenas um grito de alta. É assumir um compromisso de mudança”, disse.
Aplaudido de pé, numa plateia onde se viam muitos dirigentes do Bloco de Esquerda como Miguel Portas ou Luís Fazenda, deputadas socialistas como Teresa Portugal, Manuel Alegre defendeu “uma democracia mais limpa, mais justa, mais solidária”.


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