Crise na União Europeia
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Imagem da queda do Muro de Berlim

ALEMANHA NÃO RESPEITARÁ PACTO DE ESTABILIDADE
O ministro das Finanças alemão reconheceu que em 2010 a Alemanha não vai cumprir inevitavelmente o Pacto de Estabilidade da União Europeia, por prever um défice orçamental superior a 4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
“Para 2009 espero que possamos manter-nos nos limites de 3 por cento do PIB para o novo endividamento. Em 2010, pelo contrário, estaremos bem acima dos 4 por cento”, declarou Peer Steinbrük numa entrevista hoje publicada pelo diário económico Financial Times Deutschland.
Apesar da quebra conjuntural, o titular da pasta das Finanças considera que o ano orçamental de 2008 terminou melhor do que o esperado, já que o Estado conseguiu encerrá-lo com um novo endividamento de 11.600 milhões de euros, 300 milhões menos do que fora inicialmente estimado.
Por outro lado, Steinbrük considera que a actual crise económica e financeira mundial torna impossível, nos próximos dez anos, financiar uma grande reforma fiscal na Alemanha, como reclamam os vários partidos.
Na segunda-feira, o governo alemão aprovou o mais importante plano de relançamento do país desde 1945, no valor de 50 mil milhões de euros, que, além de um pesado programa de investimentos, incluirá baixas de impostos.
Interrogado sobre se estava “em cólera” contra os banqueiros norte-americanos acusados de terem desencadeado a crise financeira, Steinbrük declarou-se “totalmente desiludido com a qualidade da direcção de certos bancos”.
O ministro defendeu a forma actual do plano alemão de apoio aos bancos, com um volume de 480 mil milhões de euros, aprovado em Outubro.
Rejeitou a ideia da criação de um “Bad Bank”, um estabelecimento que permitiria às instituições de crédito desfazerem-se dos seus activos depreciados, como desejam numerosos banqueiros do país, afirmando que essa estrutura custaria ao Estado entre 150 e 200 mil milhões de euros.
No plano político, e perante a necessidade de financiar o segundo programa de medidas conjunturais aprovado pela grande coligação do governo, considerou que os partidos deveriam ser sinceros e não fazer promessas que não podem cumprir na campanha eleitoral para as eleições legislativas de Setembro