Autarquia apoia natalidade
Um exemplo a seguir em Salvaterra

COMBATE À DESERTIFICAÇÃO NO ALENTEJO
A Câmara Municipal de Mora registou, nos últimos quatro anos, um aumento de “15 por cento” nos nascimentos no concelho, tendo atribuído 66 mil euros em subsídios à natalidade, correspondentes a 79 bebés, revelou hoje o autarca local.
“Em 2004, quando avançámos com os apoios à natalidade, os nascimentos no concelho diminuíam anualmente. Agora, quatro anos depois, a redução da natalidade parou e até temos três nascimentos a mais”, assegurou à agência Lusa José Manuel Sinogas.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Mora, entre 2004 e 2008, foi registado “um aumento de 15 por cento nos nascimentos”, sobretudo “no que respeita ao segundo filho”.
Os apoios à natalidade atribuídos neste concelho alentejano, do distrito de Évora, visam contribuir para estimular o crescimento demográfico e inverter o envelhecimento da população, mas José Manuel Sinogas reconheceu que estes são objectivos “a longo prazo”.
“Apesar do maior número de nascimentos, continuam a morrer mais pessoas no concelho, que tem muitos idosos, do que as que nascem. Acho que é possível inverter esta tendência, mas é um processo muito lento”, disse.
E também “difícil”, ainda para mais com a actual situação de crise económica, acrescentou o autarca.
“A desertificação é rápida e o povoamento é sempre lento, até porque está associado ao emprego e, com a crise, as pessoas não têm dinheiro”, afirmou.
Nos últimos quatro anos, os 66 mil euros concedidos pela Câmara de Mora apoiaram 79 novos bebés do concelho, 55 dos quais primeiros filhos, 19 segundos filhos e cinco terceiros filhos.
A medida foi implementada em Outubro de 2004, tendo sido atribuídos quatro mil euros nos últimos meses desse ano, para seis nascimentos.