Após escuta atenta dos debates entre os candidatos cabeças de lista à Câmara Municipal de Salvaterra de Magos foi possível formalizar opinião acerca das capacidades e incapacidades de cada um deles para o desempenho da função a que se propõem.
Assim, parece claro que a corrida eleitoral se divide entre aqueles que apoiam a actual presidente da Câmara e aqueles que pretendem uma mudança. Nestes, destacam-se pela sua melhor preparação para o desempenho do cargo, os candidatos do PS e da CDU, sendo que o candidato do PSD essencialmente pela sua falta de experiência, estará menos preparado para o efeito.
No entanto, o candidato Jorge Burgal (PSD) desempenha um papel extremamente importante na composição do futuro elenco autárquico, no caso de a senhora Presidente vencer as eleições não obtendo no entanto maioria absoluta. Tal situação implica a necessidade de apoio de um dos eleitos, o que parece claramente pouco provável com os Engenheiros opositores.
Assim sendo, a Sr.ª Ana Ribeiro fazendo uso de invulgar capacidade política que lhe é amplamente reconhecida, encontra-se já a trabalhar nesse cenário hipotético, abstendo-se de hostilizar o candidato Jorge Burgal, iniciando desta forma a construção de um caminho que conduza a entendimentos futuros entre as duas forças políticas, tornando-se esta situação evidente nos debates dos passados dias 2 e 3 de Outubro.
Parece-me no entanto claro que o principal problema das equipas candidatas não estará ao nível dos cabeças de lista mas claramente nas figuras que os acompanham, senão vejamos o que acontecerá no nosso Concelho caso o resultado das últimas eleições autárquicas se repita embora com a perda de maioria por parte do BE.
Neste cenário a Câmara será gerida pela equipa do BE, situação preocupante por si só mas mais ainda pelo facto de o 2º elemento da lista ser o substituto da Sr.ª Presidente em caso de impossibilidade da mesma. Não reconheço ao Eng.º César Peixe de cujo curriculum profissional não constam funções onde tenham sido necessárias características como capacidade política, de gestão, negocial ou outra qualquer tão importantes para o desempenho deste cargo. Assim exige-se que o 2º ELEMENTO seja sujeito a um processo de formação orientado pela Sr.ª Ana Ribeiro que obviamente necessita de tempo e exige muita disponibilidade de ambas as partes. Do lado do aprendiz essa disponibilidade existirá mas do lado do mestre??????? Será que o N. concelho pode dar este tempo? Não serão estes 4 anos que se seguem demasiado importantes para assumirmos este risco?
É que pudemos observar neste último mandato as constantes ausências do mestre sempre disfarçadas pela disponibilidade do 2º elemento este já formado e com rotinas criadas que se viu na necessidade demasiado frequente de substituir a Sr.ª Presidente nas suas responsabilidades.
Este cenário merece ser alvo de análise atenta por quem vai depositar o seu voto no dia 11 uma vez que não estará a votar num candidato mas sim numa equipa e a do BE é hoje claramente mais virada para o futuro, composta por gente jovem e inexperiente, claramente menos capaz de fazer face às exigências que lhe serão pedidas nos próximos 4 anos, o que poderá não constituir problema caso a Sr.ª Presidente desempenhe as suas funções com assiduidade e respeito pelo munícipe, o que não ocorreu com a frequência desejada neste mandato que agora termina.
EA